[GRADUAÇÃO | MONOGRAFIA]
A UNIVERSALIDADE DA MORAL KANTIANA E O SEU DESCOMPASSO COM A CULTURA DO HOMEM CORDIAL

PAULO HENRIQUE JALFIM MARQUES

Resumo


Pelo presente trabalho objetivou-se conhecer a essência da cultura moral do brasileiro e a sua a real dimensão, de modo a descortinar suas características natas, e possibilitar, nessa esteira, a análise do seu possível descompasso com o padrão moral universalista de Immanuel kant, o qual representaria um conceito embasado em valores com perfeita adequação com os ditames gerais do Direito. Tal estudo subsidiou-se em informações e dados coletados em outras obras de importantes sociólogos, filósofos, psicólogos e juristas; através dos quais, reuniram-se os conceitos de sobremaneira importância, para a compreensão e valoração dos fatores históricos, sociais e jurídicos, de sorte que, aplicando-se o método hipotético dedutivo – de natureza essencialmente lógica – tornou-se possível confirmar a hipótese prevista inicialmente no trabalho, encontrando-se a relação de interação entre os fatos históricos brasileiros de natureza sócio-política, que seriam causais do estado atual das coisas no mesmo campo – social e político. Nesse diapasão, verificou-se que a essência da moral do brasileiro residiria no seu atributo de “cordialidade”, conforme conceituação de Sérgio Buarque de Holanda, no livro Raízes do Brasil, pelo qual se referia ao homem brasileiro como o “homem cordial”, sendo este a representação brasileira do homem dotado de todas as suas peculiaridades, e que teriam essência puramente particularista e pessoal; não mostrando-se apto para a contribuição
no estabelecimento de uma sociedade ou ordem social pautada em valores fraternos e universais.


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