[GRADUAÇÃO | MONOGRAFIA]
A ESCRITA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO E A BIOPOLÍTICA NA PRODUÇÃO DOS CORPOS MARGINALIZADOS: UMA VISÃO DO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO

PÉROLA FRANÇA FREITAS PESSOA

Resumo


O presente estudo teve como objetivo investigar a sujeição dos corpos submetidos ao sistema prisional brasileiro. Para isso, foi traçada uma analogia entre os sujeitos encarcerados e a imagética trazida por João Cabral de Melo Neto na sua obra Morte e Vida Severina. Utilizou-se, como arcabouço teórico, as análises biopolíticas encontradas nas lições dos “filósofos de tormenta”, Michel Foucault e Giorgio Agamben. Desta feita, relacionou-se o “Severino”, retratado por João Cabral de Melo Neto, com os corpos assujeitados do sistema prisional brasileiro, fazendo um paralelo entre a vida e morte resgatadas na obra cabralina e a vida e morte oportunizada pelo cárcere. Utilizou-se o método hipotético-dedutivo que, através de pesquisas bibliográficas em livros e artigos, permitiu a constatação de que o poder estatal proporciona a morte dos corpos submetidos ao sistema prisional brasileiro, mantendo uma relação de exclusão desses sujeitos. De modo que, foi possível concluir a estreita relação entre a Morte Severina e a morte simbólica dos corpos encarcerados.

Texto completo:

01-48 | PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.